“Asa Branca vem, canta e encanta: 50 anos de Santarém”
Nos dias 6, 7 e 8 de agosto, o distrito de Santarém comemora o seu cinquentenário com uma grande festa “Asa Branca vem, canta e encanta: 50 anos de Santarém”. Essa festa mobilizou toda comunidade. Ensaios acontecem desde janeiro sobre o comando da coreografa Gildásia Andrade e direção artística de Tiago Barony. O autor e diretor geral do projeto Wilson Cândido Rodrigues coordena e prepara todo o espetáculo de São Paulo. Segundo Cândido “Esse projeto só aconteceu porque toda a comunidade esta envolvida e disposta a ver essa festa acontecer”.
A comemoração do cinquentenário vem com o intuito de resgatar a cultura popular da comunidade que há muito tempo foi esquecida. As próprias residências e ruas serão o grande palco dessa grande celebração com diversos artistas como os cantores Zé Vicente, Issac Cândido, André Alexandre de Fortaleza, as bandas Falcões do forró, Xexeu e Tico dos teclados, Solteirões do forró, grupo Hangover e Encanto. O evento também contará com torneios esportivos, apresentações de quadrilhas e homenagens a grandes nomes da comunidade. Além de personagens como vaqueiros, rendeiras, lavadeiras e retirantes pelas ruas de Santarém. Serão três dias de muita festa com barracas de comidas típicas, poesias, serenatas e personagens históricos do folclore nordestino.
Santarém é um distrito do município de Orós no Ceará , e fica em torno de 416 Km de distância de Fortaleza, possui um clima tropical quente semi-árido com chuvas de janeiro a junho, conta também com uma vasta caatinga, além de possuir recursos hídricos como o açude de Santarém, açude Orós, Rio Livramento e mais 39 poços.
O distrito era conhecido como o povoado do sitio Livramento, que não passava de uma simples propriedade por onde se estendia o domínio feudal das grandes faixas de terras destinadas à agricultura rudimentar. Manoel Roseno foi o primeiro habitante a fixar morada em Santarém, no inicio do século XX. Alguns anos depois por volta 1914 o senhor Chico Andrade e sua esposa Maria Rodrigues de Oliveira chegaram a essas terras fixando-se na margem esquerda do riacho do Livramento onde construíram sua primeira casa de taipa tipicamente daquela época. Logo em seguida chegou à comunidade Joaquim Candido trazendo consigo alguns filhos do primeiro casamento e disposição para transformar o pequeno sitio em um próspero povoado, para isso teve o desprendimento de doar setenta braças de terras em quadras de sua propriedade. Abraçando assim literalmente a causa do povo, a luta pela construção da capela Nossa Senhora da Conceição, fato que só se concretizou no dia 08 de agosto de 1960 e isso foi determinante para o crescimento da comunidade.
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* Release postado no blog da ONG Realeza Nordestina

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