terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Último Poema - Manuel Bandeira

Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

(Manuel Bandeira) 
Foto Silvana Santana - Aiuruoca - MG

Nenhum comentário:

Postar um comentário